Como dizem os filósofos contemporâneos: liberdade ou solidão?


 Tenho amargado bons 15 dias de quarentena ( meu irmão tá com covid e consequentemente todos temos que nos isolar) em pleno fim de ano. Logo na época das mil confras, de reencontrar gente que a gente só vê mesmo fim de ano. Até me peguei pensando: será um sinal do Universo pra eu descansar? Aquela máxima: se você não para pra descansar, o corpo para por você? Prefiro pensar que não, porque acredito que o Universo ia ter maneira melhor de me mostrar isso que tacar uma covid no coitado do meu irmão, né gente?

O fato é que esse isolamento forçado, em uma época em que tá todo mundo socializando e quase todo mundo vacinado, me fez entrar numa pequena bar: aí, tá todo mundo se divertindo menos eu! Me peguei até com saudade de ir trabalhar presencial, coisa que há um mês atrás eu tava fazendo na força do ódio 🤣 Entrei na onda da autopiedade, me sentindo a pessoa mais solitária, abandonada e sozinha do mundo. Como se em 15 dias todos os meus amigos fossem sumir e a pessoa Clara fosse ser apagada da memória social. Dramática, né? Sempre fui 🤣

Porém, mais centrada em mim mesma, comecei a pensar: que espécie de carência essa que tá surgindo dentro de mim que não me permite ficar 15 dias comigo mesma? Afinal, sou eu que vou estar comigo até o fim, né? E espero que família e amigos tbm, mas no apagar das luzes, sou eu comigo mesma. Resolvi então, dar um chega pra lá na deprê e tentar conversar com a Clara. Bora se conhecer? Do que é que você tá precisando, minha filha? E não é que ela é interessante? 


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