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Ensaio sobre as segundas

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 Segundas representam recomeços pra alguns e angústia pra outros. Tem gente que começa com todo o gás e gente que reza pra que aquele dia passe logo e a semana tenha um dia a menos. E todos os psicólogos, sábios, filósofos que já li reforçam que não devemos viver esperando o fim de semana pra ser feliz, logo, não devemos demonizar a segunda.  Confesso que a segunda tem minha simpatia. Enquanto eu acho o domingo tarde/noite de uma angústia existencial gritante, a segunda me parece um pequeno renascimento. Fisicamente, eu sempre me sinto mais cansada, meio que correndo na areia movediça e normalmente essa sensação só passa lá pelo meio da semana. Mas, emocionalmente, a segunda me dá um alento. Aquela sensação de que a gente tem mais uma chance de fazer diferente. A ideia de que, não importa o que aconteça, existirão mais segundas e mais recomeços, e mais folegos na vida 💜

O primeiro de 2023

Esse ano eu prometo me tornar minha melhor versão.... A versão de mim que é mais corajosa e destemida, que sabe que às vezes precisamos ir com medo mesmo. A versão de mim que se preocupa menos o que os outros acham e mais com o que sente. A versão de mim que insiste nas suas metas, mesmo que ao fim do ano não as tenha alcançado 100%  A versão de mim que não tem vergonha de não saber dançar ou andar de bicicleta, até pq eu sei fazer tanta coisa legal. A versão de mim que trabalha a virtude da paciência, busca a compreensão e desenvolve a fé.  A versão de mim que se coloca em primeiro lugar e não deixa ninguém, ninguém mesmo, me faz sentir menos merecedora da felicidade. A versão de mim que lida melhor com a culpa em me colocar em primeiro lugar, em me afastar quando a situação não me deixa confortável. A versão de mim que pretende chegar ao fim de 2023 orgulhosa de si mesma ❤️ 

Somos plantinhas com emocões complicas?

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  Já parou pra pensar que talvez sejamos mesmo plantinhas com emoções complicadas, como diz a ilustração acima? Precisamos de ar puro, água e luz solar pra nos sentirmos vivos, mas precisamos, principalmente, de bem estar. Só que a vida cotidiana muitas vezes impede esse fluxo de bem estar de fluir livremente. São as contas que preocupam, os problemas familiares, os conflitos com os amigos, o trabalho, aquela dorzinha chata, uma ruma de boleto, a política, o vizinho chato. E aí, aos poucos, a gente vai sumindo nesse mar de pequenos grandes problemas. De repente, cadê eu nessa história? Demorei um bom tempo pra entender que só eu poderia me resgatar desse círculo vicioso. Por mais que você tenha ali amigos e familiares queridos, uma boa equipe de trabalho, um parceiro ou parceira amorosos e companheiros, ninguém (nem mesmo sua mãe) é capaz de te tirar do espiral da dúvida, da confusão, da ansiedade e do medo. Pq é muito interno. Vem de um lugarzinho muito profundo do nosso ser. Mas,...

Quando a intensidade é 90% do seu ser 💜

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 Gosto muito dessa frase da Ryane Leão (uma das minhas escritoras preferidas da atualidade) : Jamais peço desculpas por me derramar. De alguma forma, essa frase me traduz em essência. Sou uma pessoa muito intensa: da raiva ao perdão, do amor ao ódio, da simpatia a antipatia, da admiração ao desprezo.  A maturidade e os bons anos me mostraram que é importante saber dosar essa intensidade. Cada vez mais eu pondero sobre os sentimentos e arroubos que me assaltam e tento ser mais racional do que emocional. Mas, apesar de tudo, não peço desculpas por me derramar. Eu gosto de amar intensamente, admirar intensamente e até de ter raivas intensas, que passam tão rápido quanto chegam. Eu gosto de agir com os outros como agiriam comigo, eu gosto de rir, eu gosto de falar, eu gosto de sentir tudo com força. Eu gosto de deixar minha alma escorpianas ser livre pra pecar nos excessos à medida que vou aparando arestas e buscando meios termos. Eu só sei viver assim 💜

O stress faz mal pra pele....e agora?

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Hoje tava lendo sobre os males do stress na pele e a importância de usar produtos que combatem esse processo. Aí parei pra me questionar sobre essa do stress. É fato que o dia a dia, os problemas cotidianos, o trânsito, a inflação, tudo isso pesa na nossa mente, né? É a tal mente apertada, como dizem os baianos. E como a gente cultiva isso dentro da gente. São pensamentos em turbilhão, que vão puxando stress em cima de stress. Desde aquela fechada que a gente levou no trânsito até a dívida no banco.  E aí? Quem poderá nos ajudar? A gente mesmo, sabe? Que tal tirar um minutinho de foco no stress pra dar aquela respirada funda? Dar uma cheiradinha na brisa marítima? Brincar com seu bicho? Ver aquela amiga que faz séculos que tu tá com saudade? Ligar pros seus pais. Ver uma série gostosa e bestinha, cantar alto sua música preferida.....se a gente parar pra pensar, são tantos pequenos momentos que podem dar aquela alimentada na alma! Que tal agora, as 20:30 dessa terça, você alimentar ...

Mais vale ser querido ou nossa saúde mental?

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  Essa imagem aí de cima ilustra um estado de espírito que eu demorei aaaaaaaaaanos (mais precisamente 32 anos) pra adquirir. Em plena pandemia da Covid, aquele caos no mundo, a gente foi obrigado a olhar pra dentro, né? Pelo menos, a grande maioria que ficou de quarentena em casa, foi forçado a fazer esse exercício de autoanálise. Foi só parando pra refletir que eu comecei a desconstruir certas coisinhas dentro de mim. E uma delas foi essa necessidade de agradar todo mundo que o ser humano tem.  O medo de não ser amado, de ficar só, de não ser validado pela opinião do outro faz a gente se diminuir muito. Diminuir nossa personalidade, nossa autenticidade, nossos desejos e preferências. A ponto de, muitas vezes, a gente não reconhecer aquela pessoa que dentro de nós habita. Entramos numa competição feroz conosco mesmo, pra ser mais legal, mais descolado, mais divertido, mais compreensivo, mais presente, pra ter a opinião mais correta, pra saber mais sobre tudo. Nossa, que cansa...

Sobre tatuagens, fé no invisível e coisas que reverberam na nossa alma 💜

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Ano passado fiz minhas duas primeiras tatuagens: uma com o nome da minha cachorrinha falecida, a Nutella, e outra com um trecho da música Let It Be dos Beatles. Confesso que sou uma fã tardia da banda. Sempre conheci e ouvi as músicas, graças ao meu pai, mas nunca cheguei a curtir. Virei fã real e descobri muitas músicas após assistir o documentário da Disney, Get Back, sobre eles. Aliás, recomendo! Perfeito! Mas, a música Let It Be sempre mexeu comigo, desde criança. Desde que eu nem sabia o que a letra queria dizer, eu já era apaixonada pela voz melodiosa do Paul McCartney. Na adolescência, movida pela curiosidade da idade, fui atrás da tradução da música e ela fez total e absoluto sentido pra mim. Tinha descoberto ali minha música da vida. Amigas da época dirão que minhas senhas de e-mail sempre eram LET IT BE ( eu mudei viu povo, kkkkkkkkkk). Pq ela me toca tanto? Pq pra mim, na minha interpretação, ela fala da fé no invisível, numa força maior, numa certeza de que existe algo (DEU...