Mais vale ser querido ou nossa saúde mental?
Essa imagem aí de cima ilustra um estado de espírito que eu demorei aaaaaaaaaanos (mais precisamente 32 anos) pra adquirir. Em plena pandemia da Covid, aquele caos no mundo, a gente foi obrigado a olhar pra dentro, né? Pelo menos, a grande maioria que ficou de quarentena em casa, foi forçado a fazer esse exercício de autoanálise. Foi só parando pra refletir que eu comecei a desconstruir certas coisinhas dentro de mim. E uma delas foi essa necessidade de agradar todo mundo que o ser humano tem.
O medo de não ser amado, de ficar só, de não ser validado pela opinião do outro faz a gente se diminuir muito. Diminuir nossa personalidade, nossa autenticidade, nossos desejos e preferências. A ponto de, muitas vezes, a gente não reconhecer aquela pessoa que dentro de nós habita. Entramos numa competição feroz conosco mesmo, pra ser mais legal, mais descolado, mais divertido, mais compreensivo, mais presente, pra ter a opinião mais correta, pra saber mais sobre tudo. Nossa, que cansativo!
É fato que a gente é um ser social. Precisamos do outro pra sobreviver e construir nossos laços, raízes e locais de paz. Precisamos da família, que segura nossa barra e nos ama incondicionalmente (na maioria das vezes), precisamos dos amigos, que nos apoiam, nos divertem, nos aconselham e nos fazem ver nossa melhor versão (os bons agem assim!), precisamos dos colegas de trabalho, que são parceiros e nos ajudam a crescer, e precisamos dos amores, que colorem nossa vida, nos trazem prazer, nos acompanham na construção do futuro. Porém, nada e nem ninguém pode podar nossa verdadeira personalidade, nossos desejos, nossas convicções, nossas escolhas de vida.
Aliás, desconfie daquela pessoa que precisa impor sua opinião e vontade sobre a sua, que critica tudo que você faz, que te exige atitudes que você não se sente a vontade pra tomar. No final, é você e você mesmo com sua saúde mental e lidando com suas escolhas de vida 💜

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