E eu? O que eu quero?
Estive lendo a coluna da maravilhosa @nocasomila, no Diário do Nordeste, e uma frase dela me pegou de jeito. Ela fala: A exigência conosco nem sempre é genuína. Menina, essa frasezinha me fez refletir tanto sobre a vida. Aí resolvi trazer um pouco dessa reflexão aqui pra vocês. Quantas e quantas vezes nessa vida você fez, disse, comprou, saiu, viajou, se arrumou, comeu, leu, se relacionou por conta de uma imposição externa? E quantas vezes você conseguiu identificar que essa imposição não vinha de você? Eu mesma já me peguei saindo pra cantos que não queria pra agradar os outros, comprando roupas que não gostei, mas que estavam na moda, dizendo coisas pra agradar determinadas pessoas.
A questão aqui não é pregar uma pretensa autonomia da sociedade
, um isolamento radical, uma mudança pro meio do nada, longe de tudo e todos ou incorporar o Do Contra da turma da Mônica e sempre ir contra a maré. Acho que a chave, a preciosidade dessa reflexão é saber separar o que é um desejo genuíno seu de um desejo incorporado apenas pra se sentir incluído em um grupo ou na sociedade em geral, ou mesmo em um padrão de beleza, vida ou felicidade. Eu busco muito refletir sobre isso, desde o início da pandemia, de parar e pensar mesmo: mas isso aqui que eu quero tanto ou que eu acho tão bonito é genuíno? É o que eu quero pra mim? Me faria feliz? E é assim, de questionamento em questionamento, dia a dia, que eu vou descobrindo a Clara, o que ela gosta, o que ela valoriza, o que é importante pra ela. E vou me fortalecendo pra saber ficar em paz com minhas decisões de vida, minha aparência, minhas escolhas e meus caminhos. Então, acima de tudo, eu desejo pra vocês a coragem de viver quem vocês realmente são. Eu tô todo dia tentando dar um passinho mais nesse caminho tortuoso, porém, muito gostoso!

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